segunda-feira, 4 de abril de 2011

PT vai aos bairros preparar defesa de Luizianne e critica mídia

Em mais um ato da ofensiva para reverter o desgaste da administração Luizianne Lins, o PT partiu para cima da imprensa. Durante segunda plenária “PT nos Bairros”, na tarde de sábado, no Caça e Pesca, representantes do partido apresentaram números da gestão aos militantes, como subsídio para que façam a defesa da Prefeitura. E aproveitaram para citar a imprensa como uma das vertentes dos ataques à Prefeitura.

Dentro da escola onde ocorreu a plenária, a repórter do O POVO ouviu parte das falas, antes de a assessoria pedir que a imprensa se retirasse. Nos discursos, emissoras de televisão foram citadas como defensoras dos interesses do empresariado e que, portanto, só mostravam perspectivas ruins da gestão.

O coordenador de Participação Popular da Prefeitura, Elmano Freitas; o presidente da Câmara, Acrísio Sena; o presidente do PT de Fortaleza, Raimundo Ângelo; e o ex-presidente do PT estadual, Joaquim Cartaxo falaram aos presentes e apresentaram basicamente o mesmo discurso: o de uma gestão compromissada com os pobres, mas que tem sofrido duros e injustos ataques da oposição direitista neoliberal, com o apoio claro da imprensa, em especial, a televisiva.

“A Prefeitura do PT construiu 82 creches. Antes eram só 55. Mas a televisão só mostra as crianças que não têm creches”, exemplificou o coordenador Elmano Freitas seguido pelos aplausos alvoroçados da plateia.

Cartaxo disse que o movimento da oposição era para desestabilizar a prefeita. “Precisamos defender nosso governo”, afirmou. Logo depois, Acrísio criticou a “direita golpista” e emissoras de TV.

Os demais militantes pareciam estar com discurso afinado com o dos representantes. Pouco antes do início da plenária, o militante Márcio Lima Pereira, 33 anos, falou ao O POVO: “Tínhamos que ser realistas, pois algumas televisões só mostravam o que queriam” e ainda que “estavam mais em processo partidário político que coletivo”. (Luar Maria Brandão - luar@opovo.com.br)

SAIBA MAIS

PT nos Bairros

A reunião de militantes do PT em plenárias pela cidade, o “PT nos Bairros”, é parte da estratégia de reação da Prefeitura de Fortaleza a críticas frequentes e ataques “anônimos” e “covardes” que Luizianne Lins diz estar sendo vítima, segundo declaração ao O POVO, no último dia 21 de março. A plenária de sábado foi a segunda. A primeira ocorrera no Conjunto Palmeiras.

Fonte: http://www.opovo.com.br/app/opovo/politica/2011/04/04/noticiapoliticajornal,2121299/pt-vai-aos-bairros-preparar-defesa-de-luizianne-e-critica-midia.shtml

domingo, 3 de abril de 2011


Estreiou como exemplo de austeridade, ética, cidadania, caráter etc.


O deputado federal José Antonio Reguffe (PDT-DF), que foi proporcionalmente o mais bem votado do país com 266.465 votos, com 18,95% dos votos válidos do DF, estreou na Câmara dos Deputados fazendo barulho. De uma tacada só, protocolou vários ofícios na Diretoria-Geral da Casa.

Abriu mão dos salários extras que os parlamentares recebem (14° e 15° salários), reduziu sua verba de gabinete e o número de assessores a que teria direito, de 25 para apenas 9. E tudo em caráter irrevogável, nem se ele quiser poderá voltar atrás. Além disso, reduziu em mais de 80% a cota interna do gabinete, o chamado “cotão”. Dos R$ 23.030 a que teria direito por mês, reduziu para apenas R$ 4.600.

Segundo os ofícios, abriu mão também de toda verba indenizatória, de toda cota de passagens aéreas e do auxílio-moradia, tudo também em caráter irrevogável. Sozinho, vai economizar aos cofres públicos mais de R$ 2,3 milhões (isso mesmo R$ 2.300,000) nos quatro anos de mandato. Se os outros 512 deputados seguissem o seu exemplo, a economia aos cofres públicos seria superior a R$ 1,2 bilhão.

“A tese que defendo e que pratico é a de que um mandato parlamentar pode ser de qualidade custando bem menos para o contribuinte do que custa hoje. Esses gastos excessivos são um desrespeito ao contribuinte. Estou fazendo a minha parte e honrando o compromisso que assumi com meus eleitores”, afirmou Reguffe em discurso no plenário.
Quantos Tiriricas, Popós, Romarios, e outros muitos "parasitas" poderiam seguir este exemplo????
  
A  dignidade deste Sr. José Antonio Reguffe é respeitável, louvável e exemplar, senão diria, atitude raríssima no nosso meio político!
Amar faz bem a saúde !
Lutar por seu ideal também !

 Veja entrevista do Deputado Federal do DF José Antonio Reguffe a revista ISTO É:

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE  Um homem ficha limpa

Dono da maior votação proporcional do País, José Antônio Reguffe chega à Câmara disposto a reduzir o salário dos deputados e o número de parlamentares no Congresso
Aos 38 anos, o economista José Antônio Reguffe (PDT-DF) foi eleito deputado federal com a maior votação proporcional do País – 18,95% dos votos válidos (266.465 mil) no Distrito Federal. Caiu no gosto do eleitorado graças às posturas éticas adotadas como deputado distrital. Seus futuros colegas na Câmara dos Deputados que se preparem. Na Câmara Legislativa de Brasília, o político desagradou aos próprios pares ao abrir mão dos salários extras, de 14 dos 23 assessores e da verba indenizatória, economizando cerca de R$ 3 milhões em quatro anos. A partir de 2011, Reguffe pretende repetir a dose, mesmo ciente de que seu exemplo saneador vai contrariar a maioria dos 513 deputados federais. Promete não usar um único centavo da cota de passagens, dispensar o 14º e 15º salários, o auxílio-moradia e reduzir de R$ 13 mil para R$ 10 mil a cota de gabinete. “O mau político vai me odiar. Eu sei que é difícil trabalhar num lugar onde a maioria o odeia. Quero provar que é possível exercer o mandato parlamentar desperdiçando menos dinheiro dos cofres públicos”, disse em entrevista à ISTOÉ.

Istoé -
O sr. esperava ter quase 270 mil votos?


JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Nem no meu melhor sonho eu poderia imaginar isso. O resultado foi completamente inesperado. Foi um reconhecimento ao mandato que fiz como deputado distrital. Cumpri todos os meus compromissos de campanha. Enfrentei a maioria e cheguei a votar sozinho na Câmara Legislativa.


Istoé - O que foi diferente na sua campanha para gerar uma votação recorde?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
A campanha foi muito simples, gastei apenas R$ 143,8 mil. Não teve nenhuma pessoa remunerada, não teve um comitê, carro de som, nenhum centavo de empresários. Posso dizer isso alto e bom som. Foi uma campanha idealista, da forma que acho que deveria ser a política. Perfeito ninguém é. Mas honesta toda pessoa de bem tem a obrigação de ser. Não existe meio-termo nisso. Enfrentei uma campanha muito desigual. Só me elegi pelo trabalho como deputado distrital.

Istoé - O que o sr. fez como deputado distrital?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Abri mão dos salários extras que os deputados recebem, reduzi minha verba de gabinete, eliminei 14 vagas de assessores de gabinete. Por mês, consegui economizar mais de R$ 53 mil aos cofres públicos, um dinheiro que deveria estar na educação, na saúde e na segurança pública. Com as outras economias, que incluem verba indenizatória e cota postal, ao final de quatro anos, a economia foi de R$ 3 milhões. Se todos os 24 deputados distritais fizessem o mesmo, teríamos economia de R$ 72 milhões.
Istoé - O sr. pretende abrir mão de todos os benefícios também na Câmara Federal?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Na campanha, assumi alguns compromissos de redução de gastos. Na Câmara, vou abrir mão dos salários extras de deputados, como o 14º e o 15º, que a população não recebe e não faz sentido um representante dessa população receber. Não vou usar um único centavo da cota de passagens aéreas, porque sou um deputado do DF. Não vou usar um único centavo do auxílio-moradia. É um absurdo um deputado federal de Brasília ter direito ao auxílio-moradia. Vou reduzir a cota interna do gabinete, o “cotão”, e não vou gastar mais de R$ 10 mil por mês.

Istoé - Com essa atitude na Câmara Legislativa, o sr. recebeu uma pressão dos colegas. Não teme sofrer as mesmas pressões na Câmara Federal?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
É verdade. Eu fui investigado, pressionado. Mas não quero ser mais realista que o rei, sou um ser humano como qualquer outro, erro, falho, mas quero cumprir os compromissos com as pessoas que votaram em mim. Uma pessoa que se propõe a ser representante da população tem que cumprir sua palavra. O mau político vai me odiar. Eu sei que é difícil trabalhar num lugar onde a maioria o odeia. Quero provar que é possível exercer o mandato parlamentar gastando bem menos e desperdiçando menos dinheiro dos cofres públicos.

Istoé - Quando houve a crise do mensalão do DEM em Brasília o sr. realmente pensou em abandonar a política?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Houve alguns momentos em meu mandato que pensei em não ser candidato a nada, por uma decepção muito grande com a classe política. E uma decepção quanto à forma como a sociedade enxerga a política, da sociedade achar que todo político é corrupto.

Istoé - O sr. já tem projetos para o seu mandato? A reforma política é um deles?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Sim. Vou apresentar uma proposta de reforma política em cinco pontos. A população não se considera representada pela classe política e é preciso modificar isso. O primeiro ponto é o fim da reeleição para cargos majoritários, como prefeito e governador, e o limite de uma única reeleição para cargos legislativos. Tem gente que é deputado há 40 anos. Mas a política deve ser um serviço e não uma profissão.

Istoé - E os outros quatros pontos?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Vou propor o fim do voto obrigatório. A eleição do Tiririca, em São Paulo, é o resultado do que ocorre quando se obriga a população a votar. Ela vota em qualquer um. O terceiro ponto é o voto distrital. A quarta proposta é um sistema de revogabilidade de mandato, no qual o eleitor poderia pedir o mandato do candidato eleito, caso ele não cumpra seus compromissos. Por fim, defendo o financiamento público de campanha.

Istoé - Nos moldes do que tramita no Congresso?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Não. Minha proposta é totalmente diferente. Se der dinheiro ao político, ficará pior do que está, porque vai ter gente virando candidato só para ganhar dinheiro. Na minha proposta, a Justiça Eleitoral faria uma licitação e a gráfica que ganhasse imprimiria o panfleto de todos os candidatos, padronizado e em igual quantidade para todos. A pessoa teria que ganhar no conteúdo. O TSE pagaria a gráfica. A produtora que ganhasse gravaria programas na tevê para todos os candidatos. A campanha ficaria mais chata, mas acabaria a promiscuidade entre público e privado.

Istoé - Como o sr. vê as propostas que aumentam o número de deputados e vereadores?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
É importante a existência de um Legislativo forte. Mas as casas legislativas no Brasil são muito gordas e deveriam ser bem mais enxutas. A Câmara não precisa de 513 deputados, bastariam 250.

Istoé - O mesmo vale para o Senado?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Deveria ser como era antes, com apenas dois senadores por Estado. Assim sobrará mais dinheiro para a educação, a saúde, a segurança pública e os serviços públicos essenciais. É muito difícil aprovar essa mudança, mas não é por isso que deixarei de lutar por minhas ideias.

Istoé - Como será seu comportamento diante das propostas do Executivo?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Os parlamentares que votam sempre sim ou sempre não, porque são da base do governo ou da oposição, não têm a menor consciência de suas responsabilidades. Eu tenho. Vou agir da mesma forma como agi na Câmara Legislativa, vou analisar o mérito do projeto e algumas vezes votar contra o meu partido. Ideias a gente debate ao extremo, mas a pessoa de bem não pode transigir com princípios. Ceder um milímetro em matéria de princípio é o primeiro passo para ceder um quilômetro.

Istoé - O sr. não teme se tornar um personagem folclórico ao apresentar propostas que dificilmente terão apoio dos outros 512 deputados?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
A primeira tentativa é de folclorizar quem enfrenta o sistema, quem luta pelo que pensa e quer sair dessa prática da política convencional. Eu faço a minha parte. Não assumi o compromisso com nenhum eleitor meu de que vou conseguir aprovar os meus projetos. Mas assumi o compromisso com todos os meus eleitores de que vou fazer a minha parte e disso eu não vou arredar um milímetro. As pessoas fazem uma série de confusões na política. Uma delas é acreditar que governabilidade é sinônimo de fisiologismo. É trocar votos por cargos ou por liberação de emendas. É claro que existem outros 512. Se eu for minoria, fui, mas vou votar como acho que é certo.

Istoé - O PDT hoje tem o Ministério do Trabalho na mão, o sr. concorda com isso? O sr. acha que os partidos devem ter indicações no governo?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Como cidadão eu gostaria de ver uma nova forma de fazer política, um novo conceito de administração pública. O partido deveria ter uma atitude de independência. Eu respeito a decisão da maioria. Mas a contribuição à sociedade seria maior se fosse independente, elogiando o que é correto e criticando o que é errado.

Istoé - No primeiro turno, o sr. foi contra o PDT e votou na Marina Silva. E no segundo turno? Vai liberar seus eleitores?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Ainda tenho que ouvi-los. Mas, a princípio, sinto que estão muito divididos. Tive votos em todas as cidades do Distrito Federal, nos mais diferentes perfis de escolaridade e renda. Onde eu tive mais votos foi na classe média.

Istoé - Quais são seus outros projetos?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Quero criar a disciplina cidadania nas escolas. Tão importante quanto ensinar matemática e português é ensinar a criança a ser cidadã. O aluno precisa aprender os princípios básicos da Constituição Federal. Uma população que não conhece seus direitos não tem como exigi-los. As pessoas não sabem qual é a função de um deputado. Isso é muito grave. A gente constrói um novo país investindo na educação.

Istoé - O sr. é a favor da Lei dos Fichas Sujas já nesta eleição?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Sou. Eu sou favorável a tudo que for para moralizar a atividade política.

Istoé - Mesmo contrariando a Constituição? Dentro do STF há quem diga que a lei não deveria retroagir.

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
A Constituição é que deveria, há muito tempo, vetar pessoas sem estatura moral para representar a sociedade.

Istoé - A Câmara e o Senado têm um orçamento que ultrapassa R$ 5 bilhões. O sr. tem algum projeto para reduzir esse valor?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Tudo aquilo que eu fizer também vou apresentar como proposta. Quero, pelo menos, provocar a discussão.

Istoé - O País inteiro ficou impressionado com a votação da mulher do Roriz, que conseguiu um terço dos votos. Há quem a chame até de mulher laranja. Como o sr. viu o resultado em Brasília?

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Estou apoiando o Agnelo. Mas o voto do eleitor a gente tem que respeitar, mesmo quando não gosta desse voto. Eu respeito.

sábado, 2 de abril de 2011

Para filósofo, ''direita parece ter sido 100% suprimida''

O também jornalista Olavo de Carvalho avalia que a direita que existe hoje no Brasil é fisiologista e incapaz de impedir o crescimento da esquerda

Sustentada sob quatro pilares - defesa da moral cristã tradicional, liberdade de mercado, educação clássica e ordem jurídica constitucional – a direita brasileira “parece ter sido 100% suprimida”. Isso é o que pensa o filósofo brasileiro Olavo de Carvalho, que, além de jornalista, é assumidamente um “direitista conservador”.

“A noção de direita desapareceu da política brasileira e dos debates. O que temos hoje é uma direita fisiológica, pessoas que não são moralmente contra o comunismo e socialismo. Estão defendendo apenas interesses próprios e, às vezes chegam a servir até a esquerda, quando acham que lhes convém, como aconteceu com Fernando Collor Mello e Paulo Maluf”, lamenta o filósofo, autor de O imbecil coletivo: atualidades inculturais brasileiras, no qual critica o meio cultural e intelectual brasileiro. Foi esse livro que o tornou nacionalmente conhecido.

Collor (PTB) foi presidente do Brasil de 1990 a 1992, quando teve de renunciar por conta de um pedido de Impeachment aberto por suspeitas de corrupção em governo. Hoje é senador pelo estado de Alagoas. Já Paulo Maluf foi governador de São Paulo e prefeito da Capital Paulista. Atualmente exerce mandato de deputado federal também por São Paulo e vez por outra tem o nome envolvido em escândalos.

Olavo de Carvalho explica ainda que a direita brasileira foi forte sobretudo nos anos 40, após a derrubada da ditadura de Getúlio Vargas, com a formação da União Democrática Nacional (UDN), que culminou na eleição de Jânio Quadros, em 1960. Para Carvalho, a direita ideológica foi demolida durante o regime militar, quando somente técnicos e militares governavam. “Os políticos foram reduzidos à condição de moleques de recados e se tornaram medíocres”, explica o filósofo.

A esquerda cresce
Admirador de “líderes genuínos de direita” como Carlos Lacerda, Milton Campos, João Camilo de Oliveira Torres e Adauto Lúcio Cardoso, Carvalho destaca que a esquerda ganhou espaço no cenário político pós-redemocratização brasileira em função de a própria direita não ter se articulado no período.

“No Brasil, a ideia da esquerda não encontra resistência. O pessoal da direita é muito acomodado, omisso, covarde. Os esquerdistas não, eles agem. A direita não pode dizer que foi derrubada pelo PT, porque ela nem sequer lutou. Entregou os pontos. Ela agiu de maneira indecente, traindo seus eleitores”, admite. Hoje, o PT encontra-se em seu terceiro mandato consecutivo na Presidência da República, enquanto partidos ditos de direita, como o DEM, definham.

Além disso, segundo ele, a ditadura combateu a esquerda armada, mas permitiu que a desarmada ocupasse as universidades, a mídia e as instituições de cultura, o que acabou possibilitando uma ascensão dos esquerdistas no País.

Outra tática utilizada pela esquerda que vem viabilizando o “crescimento desenfreado” da corrente no Brasil é a “maneira diversificada” como ela atua. “Existem várias camadas de esquerda, mas todas agem para alcançar o mesmo objetivo, a tomada do poder”, lembra.

O Foro de São Paulo, criado desde 1990 pelo ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ex-ditador cubano Fidel Castro, realiza, conforme Carvalho, reuniões constantes entre partidos de esquerda e está “conquistando país por país da América Latina, com o objetivo de torná-la numa espécie de União das Repúblicas Socialistas da América Latina, restaurando neste continente o que o comunismo perdeu no Leste Europeu”. (Ranne Almeida - rannealmeida@opovo.com.br)

Por quê

ENTENDA A NOTÍCIA

Desde a primeira eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2003, as práticas políticas tanto dos partidos ditos de esquerda como de direita colocaram em xeque o real papel das ideologias na condução do País.

MAIS SOBRE A DIREITA NO BRASIL

A marca “liberal” (nome de um grande partido da era imperial e que costuma-se vincular à ideia de direita) ressurgiu em 1984, quando dissidentes do regime militar decidiram apoiar a candidatura de Tancredo Neves (PMDB) à Presidência.

O uso desse nome visava dissociar o grupo da ditadura militar e realçar sua adesão aos valores liberais (defesa da liberdade individual e crítica à ingerência do Estado).
Essa escolha foi reforçada pelas vitórias de políticos neoliberais no Reino Unido (Thatcher) e EUA (Reagan). 

Em 1985, a Frente Liberal se transformou em partido. No mesmo ano, Alvaro Valle, outro dissidente da ditadura, fundou o Partido Liberal. No ano seguinte, os “liberais” elegeram 124 deputados federais, contra 57 dos partidos de orientação “trabalhista”.

A partir de 1990, os governos Collor (1990-1992), Itamar (1992-1994) e FHC (1995-2002) adotaram medidas liberalizantes, privatizando estatais e desregulamentando as relações trabalhistas. No plano da “práxis política”, porém, a história teve curso mais complicado. Os resultados eleitorais dos “liberais” no Parlamento se revelaram piores que os dos “trabalhistas”.

Fonte: http://www.opovo.com.br/app/opovo/politica/2011/04/02/noticiapoliticajornal,2120944/para-filosofo-direita-parece-ter-sido-100-suprimida.shtml

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Núcleo do PT do Parque Albano e adjacências convoca reunião para 02/04

Olá companheiros e companheiras,


O momento que a nossa sociedade está vivendo é de uma maior participação popular e grandes projetos para o Brasil com a nossa primeira presidenta, Dilma Roussef. 
Neste contexto, Caucaia está recebendo muitos investimentos federais como a Refinaria e a construção da cidade do atacado e o governo municipal trazendo investimentos para o centro com a inauguração de muitas lojas como Ban Ban Calçados, Casa Pio, Lojas Maia dentre outras. Mas a chamada grande Jurema está esquecida com relação as políticas públicas.
Por isso, nós que moramos nessa região da Jurema, precisamos nos organizar para lutarmos por melhorias e desenvolvimento pra cá também.
E uma das formas é a organização política, participando de partidos políticos para defender melhorias para nossas comunidades. 

Nós que fazemos parte dos Núcleos de Base do PT Caucaia na Jurema organizamos nossos núcleos em 2010 e esse ano precisamos debater os problemas e soluções para a grande Jurema. Defendemos, em 2010, a eleição da companheira Dilma Roussef para presidente do Brasil, o companheiro Pimentel para o Senado Federal e dos companheiros Eudes Xavier para Deputado Federal e Antônio Carlos para Deputado Estadual. Eudes foi reeleito deputado federal e Antônio Carlos assumiu como Deputado Estadual e a função de líder do governo na Assembleia Legislativa. Então são companheiros que trabalham por uma sociedade baseada no socialismo, na defesa dos trabalhadores, para a melhoria da qualidade de vida de todos. E nesse final de semana passado, 25 e 26 de março, os dois mandatos de Eudes e Antônio Carlos realizaram seminários de organização e debateram sobre os desafios para 2011-2014.
Pensando em tudo isso, estamos convocando a nossa primeira Reunião do Núcleo do PT Caucaia no Parque Albano e adjacências em 2011 para discutirmos a nossa organização e os projetos para a grande Jurema.

Data: 02.04.11 (Sábado)
Horário: 19h30
Local: Rua Olavo Bilac, 3223 (Residência do Luís)

Pauta:
Informes do Seminário Mandato em Movimento Dep. Federal Eudes Xavier


Informes da Plenária Popular Voz da Nossa Gente Dep. Estadual e Líder do Governo Cid, Antônio Carlos


Projeto: Seminário de Formação Política com os novos filiados e simpatizantes (sugestão de data 29/05, domingo pela manhã) com a presença dos deputados Eudes e Antônio Carlos


Campanha de Conscientização: "Quem vive em Caucaia, vota em Caucaia" pela transferência de títulos de eleitores que moram em Caucaia, mas que não votam no município.



Contamos com a presença de todos.

Professor Evando
www.ptjurema.blogspot.com
86362927

Mandato Eudes Xavier debate temas locais e nacionais e define estratégias e ações para os próximos 4 anos

Eudes Xavier e Joaquim Soriano 
coordenam debate sobre transformações econômicas e políticas

“ O Brasil tem todas as possibilidades de continuar crescendo e de avançar muito mais “. A afirmação foi feita pelo Diretor do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Joaquim Soriano, durante o seminário “ Mandato em Movimento “, realizado pelo mandato do deputado federal Eudes Xavier, no Hotel Amuarama,  nos dias 25 e 26 de março. Durante dois dias, o  evento reuniu assessores, militantes, parlamentares e convidados vindos de diversos municípios cearenses. O presidente da Habitafor, Roberto Gomes,  e a coordenadora  de Mulheres da Prefeitura de Fortaleza, Raquel Viana, também proferiram palestras no seminário.

Na abertura do evento o deputado Eudes Xavier agradeceu a presença dos mais de 200 participantes e falou da importância do encontro. “ Esse é um momento especial  para nós que fazemos o Partido dos Trabalhadores. Além de debatermos a atual situação do nosso País, temos  a oportunidade de planejar e discutir a estratégia de trabalho do  nosso mandato para os próximos 4 anos“, destacou. Em seguida foi a vez da primeira mesa redonda do encontro, intitulada “  As Transformações Econômicas e Políticas na Sociedade Atual e o Novo Governo , com  o petista Joaquim Soriano. Para ele,  a eleição da presidenta Dilma Rousseff  é a maior  vitória política da sua geração.   “ Conseguimos  consolidar um projeto. E esse governo tem força para encontrar saídas para todas as dificuldades econômicas, já que acumulamos muitas experiências  nesses 8 anos de governo “, ressaltou. No tocante ao governo do presidente Lula, Joaquim Soriano foi direto. ” Em grande parte, a gestão Lula teve no próprio  presidente o seu grande alicerce, pois ele fez valer a figura de um operário que sempre esteve  intimamente ligado a  luta da classe  trabalhadora. No caso da presidenta Dilma, seu governo deverá ser norteado mais pela ação direta do próprio PT”, prevê Soriano, defendendo a importância dos partidos políticos como  base de orientação dos parlamentares.Ao ser indagado sobre os temas que serão destaque no novo governo, o representante do MDA relacionou a reforma política. “ Essa reforma terá que ser amplamente discutida e terá que priorizar alguns pontos, como o financiamento público de campanhas e o avanço forte da democratização da representação política com qualidade e gênero “, disse.

No período da tarde o seminário abriu espaço para outra discussão, desta vez com o tema “ Qual o Papel dos Socialistas no Parlamento “, tendo como expositores o presidente da Habitafor, Roberto Gomes  e Raquel Viana, da Coordenadoria de Mulheres. Em meio a muitos questionamentos, Roberto Gomes fez questão de ressaltar o compromisso dos mandatos populares com uma sociedade mais igualitária. “ A presença do PT no parlamento depende muito de como nos comportamos, por isso, é importante ressaltar que o parlamento precisa ser competente na sua tarefa, temos que atuar qualificadamente na nossa ação e nas relações com os movimentos sociais “, frisou o presidente da Habitafor. Raquel Viana, por sua vez, falou sobre a presença feminina no atual governo.” Não temos qualquer dúvida quanto a  importância da eleição da primeira mulher presidente do Brasil, mas precisamos  avançar ainda mais. Temos que  fazer valer uma política que realmente contemple as reivindicações das mulheres em todos os níveis. É essencial que saia do papel”, cobrou Raquel Viana.

O segundo dia do seminário tratou principalmente das questões internas do mandato. Assessores e colaboradores fizeram um balanço das ações realizadas durante os 4 anos do primeiro mandato  Eudes Xavier. Em seguida, os participantes foram divididos em 3 grupos de discussões  com a missão  de debater e apontar estratégias e ações para os próximos quatro anos. O resultado final do material colhido deverá ser transformado em documento para ser colocado em prática. O seminário “ Mandato em Movimento “ registrou a presença de diversas autoridades e  parlamentares cearenses: Professor Pinheiro, deputado estadual(PT) e secretário de cultura do Ceará; Antônio Carlos, deputado estadual(PT) e líder do governo na Assembleia Legislativa; Ronivaldo Maia, vereador(PT)Fortaleza; Mara, vereadora(PT)Crato; Raimundo Ângelo, presidente do PT de Fortaleza, Nacélio Cruz, presidente do PT de Acaraú, João Vitor, presidente do PT de Mombaça, Íris Tavares, presidente do Imparh; Deodato Ramalho, secretário do meio ambiente de Fortaleza, e Afonso Thiago, secretário de Juventude de Fortaleza, entre outros.
Assessoria de Comunicação

Fonte: http://www.eudesxavier.org.br/noticias/1945/28032011/Mandato+Eudes+Xavier++debate+temas+locais+e+nacionais+e+define+estrategias+e+acoes+para+os+proximos+4+anos.html

Luizianne diz que nenhum governo fez mais obra que o seu

A prefeita afirmou que, nos últimos 30 anos, nenhum governo realizou número de obras superior ao de sua administração. Quanto aos ataques que tem sofrido, afirmou ser uma antecipação das eleições de 2012

Durante visita ao Jardim Japonês, na manhã de ontem, a prefeita Luizianne Lins (PT) lançou o desafio: “Quem é que viu Fortaleza, nos últimos 30 anos, com um governo com a quantidade de obras que este governo tem? Não existe! Eu desafio qualquer um. Foi o fulano que fez, foi o beltrano que fez, não existe isso”.

Ao fazer tal afirmação, Luizianne inclui também o período em que Juraci Magalhães foi prefeito de Fortaleza, no período entre 1990-1992 e novamente de 1997 à 2004. O já falecido ex-prefeito se tornou popular pela quantidade de obras que realizou, como a construção de viadutos, da maioria dos terminais de ônibus, o asfaltamento de ruas e a Via Expressa. Seu slogan de campanha era: “Juraci faz”.

Porém, a chefe do Executivo municipal afirmou que o volume de obras de sua administração é superior aos das demais. Ela justifica que, se tivesse dedicado parte de seu governo às inaugurações do que já está em pleno funcionamento, ou feito “trabalho mídia”, não teria conseguido, segundo ela, tantas realizações.

“Meu trabalho agora é monitorar, dia após dia, para que essas obras saiam. Porque, até então, não tinha recurso pra fazer. Não adiantava eu estar linda e maravilhosa desfilando entre vocês e, na hora, não ter recurso para fazer”, afirmou, ao reiterar que os recursos, agora, estão assegurados.

Ataques “desmedidos”
Luizianne classificou os ataques que tem sofrido de seus “opositores” como “desproporcionais”, “desmedidos” e “despropositais”, tendo como principal objetivo desqualificar a imagem da prefeita.

“Essa série de ataques que eu tenho sofrido é uma antecipação das eleições de 2012. Não tenho a menor dúvida disso. Todo mundo quer ser prefeito agora”, afirmou.

Para Luizianne, os ataques são uma tentativa de “desestabilizar” sua gestão, feitas por alguns “setores da direita e do poder econômico”. “Na cidade esta tudo direitinho, está tudo normal, tudo andando. Não tem nada de crise. Eles tentam criar uma forçação de barra, são um ou outro descontentes”, alegou.

Contudo, Luizianne ponderou ter a clareza que foi eleita somente com 50% dos votos da população fortalezense, o que significa que metade da cidade está lhe apoiando. “A outra metade, de fato, talvez não tenha a mesma simpatia, a mesma torcida. Então é natural, faz parte da democracia”.

Em resposta ao ataques, a prefeita afirmou que tem compromisso com a população e com as obras que ficou de entregar, não com a oposição, “que fica dizendo bobagem para enganar o povo”.

Porém, não estabeleceu prazo da entrega das obras visitadas ontem, justificando que a máquina pública precisa ser desburocratizada. Disse ainda que o governante que estabelece prazos para conclusão de obras é cobrado, o que não ocorre com o que se nega a fixar data. “Por isso prefiro não dizer mais”.

Por quê

ENTENDA A NOTÍCIA

O desafio lançado pela prefeita é uma tentativa de responder às críticas que vem sofrendo devido ao atraso na entrega de grandes obras. Ao se aproximar do fim de seu mandato, Luizianne tenta recuperar o tempo perdido.

BASTIDORES

Luizianne chegou ao Estoril, onde começava o roteiro das visitas, às 10h30min. Ao descer do carro, sacou sua câmera digital e sorriu para a imprensa, que a aguardava no local. “Os primeiros a serem fotografados serão vocês”, disse, ao iniciar uma série de registros, durante toda a visita. Ela é professora da área de fotografia do Curso de Comunicação da Universidade Federal do Ceará (UFC).

No Estoril e no Instituto Cultural Iracema, ela testou as plataformas de acessibilidade.

Ao chegar ao Jardim Japonês, anunciou que a visita ao canteiro de obras do Transfor foi suspensa, devido ao horário, pois teria agenda institucional à tarde.


Thiago Paiva
thiagopaiva@opovo.com.br